domingo, 21 de junho de 2009

Listas

Conversando com uma grande amiga sobre o aniversário dela, chegamos a uma constatação: cada ano que passa, a lista de convidados fica bem mais restrita.
Está certo que hoje em dia, muitos dos nossos contatos são profissionais. Mas e cadê todas aquelas pessoas que anos atrás enchiam nossas listas?
Será que ficamos seletivas?
Será que deixamos algumas relações se perderem no tempo?
E isso aconteceu por nossa culpa ou simplesmente era pra ser assim?
Bom, manhã de domingo, frio e escutando música italiana... melhor não ficar filosofando.
Mantemos o foco: listas.
Eu sempre fiz lista pra tudo.
Lista de afazeres da semana. Coisas básicas como: ligar na operadora pra desbloquear cartão, ir à costureira levar calça pra apertar, pegar planilha com pai, responder e-mail pendente, passar no jornal pra pegar a capa dos fascículos (adoro fascículos! Acho que já contei isso), ler manual do celular...e por ai vai.
Quando tenho muitos lugares pra ir, faço uma pequena lista, organizo o roteiro no qual eu não preciso ficar dando voltas, assim otimizo meu tempo e economizo gasolina.
Tem também a lista de compras. Do tipo: cama, calota pro carro, botas...esses itens não são divididos em categorias, e sim em prioridades.
Quando viajo, tem a lista do que preciso colocar na mala e se preciso comprar alguma coisa, dá-lhe mais uma lista!
Tem a lista das músicas que quero, dos livros que pretendo ler, dos filmes que quero assistir.
A lista do que tenho que organizar no computador: fotos, músicas, textos...
Acredito ser desnecessário dizer que não vivo sem minha agenda né?
Sistemática? Não, acho que sou apenas organizada.
Sei que meu caso seria (mais) grave se tivesse uma lista enumerando essas listas em grau de prioridade e importância, rs.

domingo, 14 de junho de 2009

O desenho

- Tia, desenha um carro pra mim?
- Desenho sim.
............
- Aqui o desenho que me pediu!
- Aaaaaaaa não!
- Que foi? Não gostou?
- Não.
- Mas por quê?
- Porque pedi pra você desenhar um carro. E isso é um fusca!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Voo 447

Não foi o primeiro.
Infelizmente também não será o último.
É que a cada nova tragédia, a última fica meio esquecida.
De repente as coisas simplesmente acabam.
Sonhos.
Tudo.
Diante disso, me vem uma sensação de urgência.
Urgência em realizar meus sonhos.
Em ter algumas definições.
Certas certezas.
Mas como fazer isso se preciso dar um passo de cada vez?

sábado, 30 de maio de 2009

Jazz

Foi planejado.
Chegar em casa, comer, tomar um banho quente e deitar.
Não pra dormir. Cedo ainda.
Só pra descansar mesmo.
Ficar em silêncio.
Barulho só o dos carros na rua e de televisão ligada em alguma casa próxima.
Pessoas rindo, parece ser um jantar. Tem crianças também.
É que deixei a janela aberta.
Acabei me cobrindo. As noites estão frias.
Muito bom ficar assim.
Não falar nada, só escutar.
Não sei por que me veio algumas lembranças da época das aulas de jazz.
Das apresentações em um clube da cidade. As do colégio.
As coreografias.
Os figurinos.
A adrenalina fazendo a contagem regressiva quando a música começava a tocar e as luzes se acendiam.
Senti saudades de mim.

domingo, 24 de maio de 2009

Classificados

Hora do café no trabalho.
Assunto do dia: classificados do jornal.

“Homem de meia idade, honesto, trabalhador, procura mulher para relacionamento sério.....”

Pontos discutidos:
- O cara ditou o texto para recepcionista do jornal?
- O cara só entregou o papel para moça com os dizeres, pagou pelo anúncio e foi embora sentindo lhe tirar um peso das costas?
- Ele pode ter pedido para alguém levar o papel até o jornal. Tipo um amigo, vizinho, moto-taxista.
- Será que ele ficará ansioso esperando as primeiras respostas de candidatas a pretendentes? E se ninguém o responder? Coitado. Mas não. Se tem a procura por esse meio, tem público para isso.
- A Rosa (mulher da limpeza) viu esse anúncio? Ela disse que está querendo se apaixonar. Que o outono é uma boa época para isso.
Interessante a maneira como cada um acredita que vai encontrar a sua cara metade.
Sendo que hoje já existem agências e também sites de relacionamento; passeatas em que solteiros carregam cartazes: “Quero namorar!”; amigos que insistem em te apresentar um amigo do irmão (“Fulano está doido pra namorar! Porque você não o namora?”); além do simples acaso.
Como funciona isso? A pessoa vê tal característica descrita e pensa “hum...será hein?”

domingo, 17 de maio de 2009

A ordem dos fatores

Sempre altera o resultado?
Quando comprei meu primeiro cd, eu ainda não tinha o som para tocá-lo.
Trilha nacional (original) da novela “A próxima vítima”.
Só o escutei uns 2 meses depois, quando meu pai me deu o som de presente de Natal.
Porque não escutei em sons alheios?
Não sei. Talvez perdesse o encanto.
Da mesma forma foi com o tercinho do meu carro.
Comprado e benzido em meados de maio, em Uberaba, no Santuário da Medalha Milagrosa. O carro só chegou em outubro daquele ano.
Já o período entre comprar o porta cartão e só depois mandar fazer o cartão de visitas foi menor. Uns 15 dias no máximo.
Talvez isso aconteça baseado no poder do pensamento positivo. Onde a pessoa quando quer muito uma coisa, já visualiza o objeto de desejo fazendo parte da sua vida. Ou também seja apenas culpa da minha irritante mania de passar “o carro na frente dos bois”.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fases e falta

Já tive a fase do desejo de comer bananadinha.
Não que desgostei.
Bananadinha faz parte da minha essência.
Mas hoje outro doce tem marcado presença constante nos meus momentos de vontade súbita.
O suspiro.
Será que o fato de eu ter mudado um pouco de uns tempos pra cá influenciou essa troca?
E o desejo do suspiro se torna mais forte sempre que saio do consultório odontológico.
É da cadeira do dentista direto pro mercado.
Deve ser alguma reação da anestesia.
Confesso ser meio difícil comer suspiro com a boca anestesiada, no maior cuidado pra não morder o lábio.
Mas ainda no carro, ao som de Jack Johnson, abrir um saco de suspiro....não tem preço!
Infelizmente na última visita ao dentista, esse ritual não pode ter sido realizado.
É que nem dirigindo consegui voltar.
Tirei um dente ciso.
Bom, só faltam três.
Prefiro pensar que são dois fáceis e outro igual a esse dessa semana.
Não, melhor não pensar.
Agora cá estou num mau humor danado por causa da fome.
Sorvete não mata fome. Nem o de cereja. Cereja fruta.
Sentindo falta de pão. Nossa!! Pão.....
Sonhando com uma empada....esfirra....arroz....pipoca....Doritos.....Doritos? Eu nunca liguei tanto pra Doritos! Mas esses dias a boca até enche d’água só de pensar naquele petisco crocante, salgado, desmanchando na minha boca...
Sentindo falta de morder, de mastigar...
Acho que estou meio perigosa, melhor ficar mais quieta em casa até o dia de voltar ao consultório.
E sairei da cadeira direto pro mercado.
Nem tirei o cd do Jack Johnson do carro.